sábado, 15 de novembro de 2014

Igreja e Missão

                Podemos dizer que a missão da Igreja enquanto um lugar onde se eleva o espírito de Deus é o de transmitir gratuitamente a palavra da salvação em Cristo Jesus e que só tem sentido a sua existência para a transformação do homem como ser justo. Evangelizar com amor, sabedoria, seguindo os princípios de Deus, elevando à fé e sustentando as bases necessárias ao fortalecimento humano. Instruir o ser carente de conhecimento, abrindo sua mente e coração a uma nova perspectiva de vida, de vida em Jesus, amando ao próximo, respeitando seu semelhando com atitudes de generosidade, amizade e fidelidade ao outro. É um despertar a uma nova realidade, a Boa Nova, a Jesus. É preciso estar pleno, abastecido com a sabedoria divina, vivendo assim, na humildade e solidariedade com a vida. A abundância de Deus, a natureza humana bem posta como ser capaz de grandes realizações.
                A comunidade da Igreja, a comunidade de fé, todos formando um só corpo Místico, unidos pelo amor e misericórdia de Deus “Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece em Cristo. De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo e todos nós bebemos de um único Espírito” (1 Co 12-13). Assim sendo, somos todos convocados a missão, a evangelizar, sejam nas atitudes de justiça, servindo como exemplos de fiéis que se comprometem com bons princípios, seja através de palavras de amor a vida, sejam nas ações sociais, promovendo benefícios aos necessitados, sejam nas pastorais da Igreja, contribuindo para a renovação dos seres no intuito de levar melhoria às várias categorias sociais.
                Para evangelizar é preciso sair de dentro de si, libertar o dom, o esplendor aprisionado, gerar a proposta missionária, buscando a identidade da Igreja. Lançar a semente da verdade de Deus, na fé, na força e na potencialidade e veracidade da palavra sagrada. Evangelizar é tornar o mundo melhor, é fazer presente o Reino de Deus em todas as pessoas. Conscientizar os seres humanos que é necessárias mudanças em seus conceitos, valores, incluindo todos como pessoas de importância humana.
                Em nossa atualidade onde o individualismo é grande e que aponta para uma direção em que se dá valor as coisas materiais, em que os títulos estão à frente da essência humana é mais do que nunca e importante que a Igreja como missionária possa atuar de forma mais eficaz na renovação do ser humano, pois hoje se apresenta doenças psíquicas como a esquizofrenia, a bipolaridade, a depressão, que são síndromes do modo de vida que nós estamos vivendo. Nossa existência de forma saudável cada vez mais perde espaço pelos excessos da vida de consumo, onde a tecnologia assumiu um lugar de grande relevância e hoje as pessoas não estão mais focadas no sentir fraternal e sim assumindo um papel robótico de vida causando assim, um estresse, que é um sintoma da vida calcada no imediatismo, numa velocidade sem controle, e na exibição de uma falsa alegria nas redes sociais. A força com que a Igreja precisa hoje para levar a sociedade religiosa e trazer novos fiéis pela conversão é um trabalho que exige muito esforço e perseverança. Atingir um coração aflito pela necessidade do ter é uma tarefa difícil, mas não impossível para quem tem a fé no poder de Deus e é este o processo missionário da Igreja relacionado ao mundo atual.

Cristina Simões Gomes
O Evangelho no Mundo Contemporâneo

Baseado no Evangelii Gaudium – A Alegria do Evangelho do Papa Francisco

Por: Cristina Simões Gomes

É com amor e Alegria que o Papa Francisco vem renovar nossos corações em Jesus Cristo com o anúncio do Evangelho no mundo atual. Alegria esta que renova nossas forças, que convida a todos a receber o amor e a misericórdia de Deus na libertação de nossos pecados. O pecado que tira a potência do ser e leva-o a não ser, perdendo sua essência e natureza. É um convite e não uma imposição, para aceitar Jesus Cristo como parte total de sua vida, seguindo seus princípios na renovação de seu ser.
Alegria que precisa se comunicar, levar o conhecimento do Evangelho a todos para a libertação  da vida superficial, do individualismo em busca da felicidade. Da libertação das tristezas, da violência humana, da falta de respeito, da falta de compromisso com o outro. Conscientizar-se do quanto somos prisioneiros do consumismo, da necessidade de ter cada vez mais e isso não enriquece o ser humano de qualidades que possam levá-lo a sua plenitude, ao seu bem estar. Trazendo sim, lamentações, angustias e conflitos, uma instabilidade no ser, constantemente inconformado com a vida. Papa Francisco diz que “Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes” (Evangelii Gaudium, pg. 4).
 O Maior desafio que temos hoje, diante do mundo como ele se apresenta é não exercer a exclusão, é incluir os pobres, e pobres aqui são todos aqueles que vivem na periferia da existência, marginalizados, que destoam dos demais, mas também aqueles distantes de uma vida ética, que vivem num egoísmo, na superficialidade. Temos que dizer Não a desigualdade social, não a fome, a sede. Trazer para uma vida cheia de amor todas estas pessoas, através do conhecimento, da educação, do esclarecimento dos valores éticos, da evangelização.
A indiferença das pessoas com relação ao mundo que se decai é enorme, não se sentem compromissadas com o trabalho de fazer a transformação no mundo acontecer. Encontram-se alienados com os objetos de consumo, com as necessidades de poder, da possibilidade de alcançar seus desejos de obter bons resultados profissionais em detrimento de outros que são excluídos até do saber.
Papa Francisco diz “Não a um dinheiro que governa em vez de servir” (pg. 51). O dinheiro tem sido para muitos a fonte de poder, mas um poder que destrói e corrói os corações humanos, pois na ânsia de obtê-lo o homem é capaz de lançar fora todos os princípios que regem a moral do bom comportamento implicando assim, numa falta de generosidade e solidariedade para com os mais necessitados. O dinheiro usado dessa forma passa a comandar o homem que se torna escravo do mesmo e prisioneiro mais ainda da falta de bom senso, desconectando-se do mundo que verdadeiramente pertence a ele. O dinheiro sendo usado de forma sensata, criteriosa e construtivamente estaria servindo a humanidade de todas as necessidades que lhe são importantes para uma vida tranqüila materialmente sem haver algum tipo de constrangimento social por carência de bens materiais. 
Estas carências materiais geram a violência nas cidades, pois não há quem seja desprovido de tudo que possam não revoltar-se com a falta. O como nosso sistema econômico atua hoje leva um consumismo exacerbado, sem controle, e todos têm a necessidade de tudo ter, de estarem abastecidos de coisas, objetos e para isso vão buscar na violência o meio para alcançar tal fim. E essa violência aumenta mais ainda com o descaso de nossos governantes que se corrompem que não tratam com dignidade os cidadãos, deixando-os oprimidos, sem saída para uma vida plena.

É preciso mudar, e esta mudança depende de você deixar a Alegria do Evangelho contaminar seu ser. Permitir que Jesus Cristo com seu amor puro e belo alimente seu coração de esperança num mundo melhor. Vamos evangelizar, vamos ser corajosos, vamos aceitar o convite, vamos nos compromissar com a palavra de Deus, com os bons valores, amando a todos e a nós, com a Alegria da renovação.
 Jesus Cristo, o  Rei do Universo

Por:  Mário Roberto Souza Gomes

Eu sou o Alfa e o Ômega, Princípio e Fim de todas as coisas.” (Apocalipse 1:8) 

Estamos no mês de Novembro e com isso nos aproximando do encerramento do Ano Litúrgico, trazendo para nós Cristãos uma reflexão em torno da vida de Jesus Cristo – Rei e Pastor - que nos conduz ao Reino de Deus, que nos tira das trevas do erro e do pecado e que nos guia para plena comunhão com o Pai pelo AMOR.
Em um mundo onde impera o Pecado, Jesus se apresenta como ”Caminho, Verdade e Vida, de modo que possamos imitá-lo, servindo como exemplo nos momentos de fraqueza.
Mas, então, o que significa chamarmos Jesus Cristo de Rei? O próprio Jesus nos fornece a resposta ao ser interrogado por Pilatos.
“ ... o meu reino não é deste mundo...” (Evangelho segundo São João 18:36)
Jesus, portanto, afirma que é rei e o seu reinado não é deste mundo; limitado por uma porção de terra. O reinado de Jesus vai muito além - vence a morte e o pecado.
Jesus é Rei por seu sangue redentor e pelo dom de sua vida, nas transformações ocorridas no mundo em que vivemos.
A realeza de Jesus supera realidades históricas e estabelece uma relação mais profunda entre Deus e o Homem – é a consagração da promessa de Deus para a humanidade - a vitória do Bem sobre o Mal.
O reinado de Jesus nos ensina que como servos bons e fiéis, devemos viver a verdade, a justiça e a caridade.
A Universalidade do reinado de Jesus revela-se no AMOR – fonte primeira da união com DEUS. AMOR que desfaz injustiças – AMOR que liberta – AMOR que refreia nossas paixões e as equilibra - AMOR que santifica – AMOR que orienta nosso espírito – AMOR que modera nossa língua, tempera nosso apetite, purifica nosso olhar, gestos e costumes - AMOR que transforma o mundo.
Ser Cristão, portanto, é construir o Reino de Cristo, através da doação desinteressada, da humildade e fraternidade.
Ser Cristão é ser tal como Jesus, testemunha fiel da VERDADE – Verdade que LIBERTA – Verdade que CURA – Verdade que nos conduz a VIDA!

O Reinado de Cristo está no nosso coração!